24 de janeiro de 2018 às 20:35

Brasil lança processo de visto eletrônico para turistas americanos

Na tentativa de derrubar o que entende como "barreira tarifária", o Brasil passa agora a permitir a entrada de americanos no país com um visto eletrônico, dispensando idas aos consulados e reduzindo de US$ 150 para US$ 40 o custo para emitir o documento.

Na tentativa de derrubar o que entende como "barreira tarifária", o Brasil passa agora a permitir a entrada de americanos no país com um visto eletrônico, dispensando idas aos consulados e reduzindo de US$ 150 para US$ 40 o custo para emitir o documento.

Depois dos argentinos, cidadãos dos Estados Unidos são os que mais vão ao Brasil —eles são cerca de 570 mil por ano e gastam cerca US$ 710,5 milhões com essas visitas. Com a mudança, a Embratur, agência responsável pela promoção do turismo nacional, espera aumentar em até US$ 177,6 milhões os gastos deles.

"O número de americanos que viajam o mundo é muito grande, são 75 milhões que viajam", diz Vinicius Lummertz, chefe da Embratur. "Queremos aumentar isso e ir crescendo. É o caminho do elefante, porque eles têm memória e percorrem essa rota."

Essa mudança nas regras também acelera o processo. Em 72 horas, americanos agora podem ter um visto aprovado sem ir até um consulado no país —as sedes diplomáticas do Brasil, aliás, não cobrem nem um quinto do território dos Estados Unidos.

Embora a medida da Embratur, com claros propósitos econômicos, facilite a entrada dos americanos, essa não é uma via de mão dupla. Brasileiros continuarão tendo de enfrentar filas nos consulados dos Estados Unidos para tirar seus vistos americanos.

O Itamaraty mantém a exigência de vistos para americanos por causa da exigência de Washington, observando um princípio de reciprocidade em relações diplomáticas.

Além dos Estados Unidos, os vistos eletrônicos para o Brasil também já estão disponíveis para os cidadãos de Austrália, Canadá e Japão. Desses, só o Canadá reduziu a burocracia para a entrada de brasileiros, dispensando a necessidade de visto para quem já tem um documento de entrada válido nos EUA.

Fonte: FOLHA

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