13 de junho de 2018 às 05:59

Em discurso à Fifa, Putin diz que esporte está além da política

Presidente da Rússa, Vladimir Putin esteve por menos de dez minutos no Congresso da Fifa nesta quarta-feira (13), em Moscou, para fazer um breve discurso aos participantes.

Presidente da Rússa, Vladimir Putin esteve por menos de dez minutos no Congresso da Fifa nesta quarta-feira (13), em Moscou, para fazer um breve discurso aos participantes.

E afirmou que não se pode misturar futebol e política.

"O esporte está além da política. A Rússia sempre esteve comprometida com isso. O esporte tem um grande potencial humanitário e de construir coisas bonitas", disse Putin.

"Eventos como a Copa do Mundo são apenas um espetáculo esportivo. É também a chance para que as pessoas aprendam novas coisas sobre um país e suas tradições. É bom para que vejam que outros países também são amigáveis e legais", continuou.

"Todos querem viver em paz, se juntar e apreciar o futebol", disse Putin.

Ao longo da preparação para o Mundial, a Rússia foi alvo de diversas críticas quanto às questões de hooliganismo, racismo e homofobia. Além disso, diversos países vão boicotar diplomaticamente a abertura da competição, como Reino Unido, Austrália, Islândia, Dinamarca e Polônia.

"Tenho certeza que será um evento inesquecível para todos que estiverem aqui, sejam jogadores ou torcedores", disse Putin.

"Quero agradecer ao presidente Infantino [Gianni, da Fifa] pelo seu sentimento possível em relação ao nosso país. Sejam todos bem-vindos", completou o presidente russo.

No início e ao encerrar o discurso, o presidente russo foi aplaudido de pé pelos expectadores.

Nesta quinta-feira (14), Putin estará no estádio Lujniki para a abertura da Copa do Mundo com o jogo entre Rússia e Arábia Saudita, às 12h (horário de Brasília).

"Muito, muito, muito obrigado por seu engajamento e paixão pelo futebol e pela Copa do Mundo", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

O italiano foi taxado como um "lutador" por Putin ao assumir a presidência da Fifa em 2016 em um momento tão complicado, envolta em escândalos de corrupção.

Fonte: FOLHA

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