15 de novembro de 2017 às 18:34

Ganhador do"Fóssil do Dia" na COP-23, Brasil quer hospedar a COP-25

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou na tarde desta quarta-feira a candidatura brasileira para sediar a COP-25, que deve acontecer no final de 2019.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou na tarde desta quarta-feira a candidatura brasileira para sediar a COP-25, que deve acontecer no final de 2019.

"O Brasil tem uma longa história de construção de pontes entre países, e espera continuar essa tradição", afirmou o ministro, que também gravou o anúncio em vídeo para o Twitter.

Sarney Filho

O Brasil marca a história da Convenção do Clima como anfitrião da "Rio 92", Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento que inaugurou a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, dando largada para a série de negociações entre os países sobre o clima. Vinte anos depois, em 2012 o Brasil hospedeu a "Rio+20", cujas negociações levaram à agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Com a edição de 2018 prevista para acontecer na Polônia, é esperado que um país da região da América Latina e Caribe sedie uma das próximas COPs do Clima.

Fóssil do Dia

Antes mesmo da candidatura a anfitrião da COP, o Brasil já chamava a atenção nesta quarta. A tramitação no Congresso da MP 795, que concede subsídios ao setor de petróleo e gás em até R$ 1 trilhão nos próximos vinte anos, levou a rede CAN, composta por 1100 ONGs de 120 países, a eleger o Brasil para o prêmio "Fóssil do Dia". Tradicional nas negociações climáticas desde 1999, o prêmio é entregue a países que andam contra o acordo climático - nas negociações ou nas políticas domésticas.

Durante a premiação, os representantes da CAN leram sua justificativa, que critica diretamente o presidente brasileiro, por ser responsável pela edição da Medida Provisória. "A taxa de aprovação pública de Temer é de 3%, aproximadamente a mesma que a margem de erro das pesquisas", alfineta a declaração, também citando um tweet publicado por um funcionário da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

"Como um funcionário do governo disse com franqueza, 'o mundo está indo em direção a uma economia de baixo carbono. Haverá petróleo no chão, e esperamos que não seja nosso', cita a declaração, concluindo que "o governo brasileiro parece estar totalmente ciente de que está cometendo uma falta".

CAN

Fonte: FOLHA

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